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Blogagem Coletiva: “Mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil”

Estou participando de uma blogagem coletiva que tem por objetivo levantar 10 tópicos que poderiam fazer com que as famílias viajassem mais pelo Brasil.

Temos um país lindo, com paisagens diversificadas e deslumbrantes, um povo receptivo, um clima perfeito, uma cultura única e uma culinária de deixar qualquer um de água na boca… Mas por que não somos uma potência no turismo? Por que não conseguimos explorar (no bom sentido da palavra) todas essas qualidades?

Nesse ano de Copa do Mundo todas as nossas fragilidades serão expostas para o mundo inteiro. Todas essas décadas de falta de planejamento, descaso e de pouco investimento em infraestrutura estarão agora escancaradas.

Aqui eu relaciono os itens que eu considero cruciais para mudar essa realidade. Itens que me chateiam, que me envergonham e até me fazem perder o interesse pelo país tão lindo, mas ao mesmo tempo tão abandonado, que vivemos.

Importante mencionar que esse post, bem como a blogagem como um todo, não tem qualquer conotação política. É simplesmente um alerta sobre o que poderia ser melhorado no nosso país para alavancar o turismo.

Educação

Qualquer evolução precisa partir da educação de um povo. Nunca seremos um país top, se o povo não tiver educação e escolaridade. O ensino precisa ser melhorado e essa cultura enraizada de levar vantagem precisa ser definitivamente abolida do nosso país.
Vamos começar pelo lixo. As pessoas jogam lixo em qualquer lugar: na praia, nos rios, nas matas… Pela janela de seus carros, bituca de cigarro da janela de seus apartamentos… É vidro, latinha, papel… É nojento!!! Temos que aprender a administrar o próprio lixo!

Depois a cultura do “jeitinho”. Um povo que acha que tudo pode ser resolvido dessa forma não vai a lugar nenhum. Emenda aqui, ajeita ali, faz um puxadinho e vai levando… É assim com boa parte dos problemas sociais e estruturais do país. Tudo vai se remendando e dando um jeitinho.

Fora a “Lei de Gerson”, de levar vantagem em tudo… Cobrar mais de um estrangeiro por um mesmo produto, é horrível. Dar voltas e voltas de táxi com o turista que não conhece a cidade, é péssimo. E tantos outros exemplos de exploração do turista desavisado que são situações constrangedoras.

E o respeito à fila? Tudo bem que existem diversas nacionalidades que também parecem não entender muito bem o conceito de fila, mas vamos falar que no Brasil o pessoal não fica atrás… Sempre dá um jeito de furar uma fila, se faz de bobo… Uma pessoa guarda lugar na fila para outros 20 que não estão ali… Feio demais!

E o atendimento ao turista? O idioma? Para nós brasileiros é muito fácil, nesse ponto, viajar pelo Brasil, mas e um estrangeiro? Não há cardápios em inglês, não há placas, instruções… Os funcionários de aeroportos, hotéis, restaurantes e pontos turísticos não falam inglês.

Vi a funcionária do Duty Free do aeroporto de Guarulhos, o maior da América Latina, que não conseguia se comunicar em inglês com os turistas estrangeiros. Bizarro!

Tive uma situação na Alemanha com uma guardinha de trânsito. Perguntei se ela falava inglês e ela respondeu “a little” (um pouco). Maior vergonha!!! O “a little” dela eu considero fluente… Ela falava muito bem… Eu queria falar o “a little” como ela. Quantos guardas de trânsito no Brasil falam inglês? E garçons? E motoristas de táxi?

Segurança

Essa é uma das questões mais lamentáveis na minha opinião. O risco de sofrer um assalto ou até coisa pior é apavorante. Durante uma viagem, então, é mais angustiante ainda. Eu moro em São Paulo, onde a criminalidade é grande e sinto vergonha quando um estrangeiro fala que tem receio ou medo de andar por aqui. E eu também tenho medo!

E outras cidades turísticas no Brasil também são perigosas: Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife… Então é praticamente impossível “fugir” desse problema no nosso país e isso afugenta muitos turistas. Quantos casos já não vimos nos noticiários de estrangeiros assaltados, assassinados, etc no Brasil?

É triste, é vergonhoso, é desesperador!!!

No Rio de Janeiro em 2012, fizemos um city tour. Já ficamos com medo de andar pela cidade, então achamos melhor optar por uma excursão, que seria mais seguro. Paramos na Escadaria Selaron para fotos. Lugar bacana, diferente… Tiramos algumas fotos e de repente um cara começa a fuçar na vegetação na lateral da escada e a resmungar meio alto “Cadê minha maconha, p…..? Pegaram minha maconha, p….!” bem do nosso lado. Foi bem assustador, pois ficamos com medo que ele pudesse nos assaltar ou até mesmo agredir alguém… A criatura aparece nessa foto minutos antes!

Acessos

Nossos aeroportos dispensam comentários. Cheios, apertados, desorganizados, obsoletos… As filas enormes na imigração, segurança e check-in.

A área de desembarque do aeroporto de Guarulhos, que constantemente sofre com a falta carrinho, há um mês atrás, num dia de chuva, tinha até goteiras.

Quando vemos alguns aeroportos por aí dá uma inveja danada. Tudo organizado, estruturado, com serviços de qualidade, áreas para crianças, opções de entretenimento, lojas…

O aeroporto de Orlando parece um shopping de classe alta. O de Paris tem playground e áreas para cochilo. E o de Newark tem centenas de Ipads à disposição dos passageiros. São apenas pequenos exemplos do que poderíamos ter. E não estamos nem perto disso.

E nossas estradas que também são bem complicadas… É bem difícil se aventurar em fazer uma “road trip” pelo Brasil. Nunca saberemos quando vamos esbarrar com uma estrada totalmente esburacada ou de terra por aí.

Isso sem falar nos acessos dedicados a deficientes e carrinhos de bebê, que saindo das grandes avenidas, é praticamente inexistente.

Cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com qualquer tipo de dificuldade de locomoção tem problemas enormes na maioria das ruas, pontos turísticos e no transporte público Brasil a fora.

Aliás, por falar em transporte público, pouquíssimas cidades no Brasil possuem um transporte público bom. A imensa maioria possui um transporte de baixíssima qualidade, lotado, confuso e até perigoso…

Complicado para o turista que precisa usar transporte público nas cidades brasileiras. São Paulo, por exemplo, uma das maiores cidades do mundo e a maior do Brasil, possui 65km de metrô. Enquanto que New York tem 418km, Londres 408km e Paris 212km.

Metrô New York

Metrô São Paulo

Conservação

Já falei um pouco do lixo, mas um país que suja suas próprias praias, polui seus rios, não valoriza sua natureza, mata e desmata não será uma potência no turismo.

Um país que não valoriza sua história, que não respeita seus monumentos, que não cuida do seu patrimônio não terá o que mostrar a turistas…

Em São Paulo temos dois rios imensos na cidade, o Pinheiros e o Tietê. Totalmente poluídos e mal cheirosos. Impossível aproveitar para qualquer coisa. Diferente de Paris, Chicago, Londres, por exemplo, que possuem passeios de barco pelos seus rios e fazem deles pontos turísticos.

Passeio de barco no Rio Sena em Paris

Passeio de barco em Chicago

Estive no Museu do Ipiranga a última vez faz mais ou menos uns dois anos. Estava completamente deteriorado, mal conservado, para não dizer caindo aos pedaços… Capotas de carruagens antigas rasgadas, placas indicativa das obras faltando letras, paredes descascadas… Um horror!

Meses depois o museu foi fechado e não tem previsão de reabertura. Deve demorar no mínimo dois anos para reabrir. Um dos museus mais importantes sobre a história do nosso país completamente fechado por anos… E ainda por cima no período do evento mais relevante, a Copa. Um museu desse porte e importância não pode fechar.

Filhota pequena numa das nossas visitas em 2007

E os monumentos das cidades que estão sempre pichados ou com peças faltantes que foram roubadas? E os casarões antigos de tantas cidades importantes completamente depredados e mal conservados? E os centros históricos de São Paulo, Rio e tantas outras cidades completamente largados para bandidos e usuários de drogas?

Estive no Rio de Janeiro há poucos meses a trabalho e numa das andanças de táxi pela cidade passei pela Biblioteca Nacional, um prédio lindo. Estava todo pichado, com portões arrombados e vidros quebrados. Segundo informações em função de anos de descaso e ação de “black blocks” durante as manifestações que vem ocorrendo Brasil afora.

Em outros países portos abandonados viram shopping, fábricas desativadas viram museu, um casarão antigo vira restaurante, loja… Precisamos fazer algo parecido aqui! Como mostrar para nossos filhos nossa história e nossas belezas, se nada disso é respeitado e valorizado?

Informação

Como é difícil conseguir informação de qualidade sobre as grandes cidades brasileiras!! E das pequenas cidades, então?

Sites desestruturados, informações desencontradas… Falta informação de como chegar, preço, horário de funcionamento…

Quando fui para Fortaleza em 2010 não encontrava em site nenhum o endereço e horário de funcionamento da tal “feirinha”, que hoje eu sei que fica em Meireles. Como uma feirinha daquele tamanho e com tanta variedade de produtos locais, artesanato… não estava em site nenhum? Falta mapa, falta um centro turístico organizado, faltam postos/ balcões de informação…

Nessas horas é que blogueiro salva a pátria, pois são eles (ou melhor, nós) que detalham tudo e trazem todas as informações mastigadas, porque se dependermos dos órgãos responsáveis… A compra de ingresso pela internet é rara para atrações no Brasil. Quando tem vem com taxas extras.

Vou para Londres em poucos dias e comprei 90% dos ingressos pela internet e com desconto… Aqui é cobrado mais de quem usa a internet e compra com antecedência! É a famosa “taxa de conveniência”!!!

Banheiros

Será que os arquitetos, engenheiros, administradores diversos, políticos… acham que crianças e bebês não fazem xixi ou cocô? Então por que será que é tão difícil achar banheiro descente para se levar uma criança? E se for menina, então… Às vezes é sujo, ou não tem trocador, ou não tem papel… E aí se enquadra aeroporto, restaurantes, cinemas, shoppings…

O shopping que frequento diariamente por motivo de trabalho é um dos maiores da cidade, super conceituado, tem 4 andares de lojas, sem contar os sub-solos que também abrigam lojas e quiosques e só tem banheiro com trocador no andar da praça de alimentação. Tem cabimento isso? Um trocador, coisa mais simples do mundo… Minha filha não usa mais isso (vocês já devem ter percebido), mas me incomoda só de ver as mães saindo do térreo para o último andar só para trocar uma fralda…

Sem contar que as famílias mudaram e às vezes é o pai que tem que levar uma menina ao banheiro. E aí? Leva onde? Num banheiro cheio de marmanjo? Banheiros familiares em locais de grande circulação são necessários.

Preço

Mas por que diabos às vezes uma passagem para exterior é mais barata que a ponte área Rio-São Paulo? Por que tem passagem mais barata para Europa que para Manaus? Por que é mais barato se hospedar num hotel dentro da Disney, que em hotel 3 estrelas em Fortaleza?

Está caro demais viajar pelo Brasil… Ainda mais considerando a baixa estrutura! Táxi é caríssimo! Estacionamento também! Um jantar num restaurante bacaninha também não é barato. Ingresso para teatro ou show é pela hora da morte…

E em preço incluí-se também formas de pagamento restritas.

No nosso city tour no Rio, ao fazer a reserva, paguei um sinal e o saldo (mais de R$200,00) seria pago no dia. Ao entrarmos na van na porta do nosso hotel, a dona da agência já veio cobrando o valor. Até aí, no direito dela. Perguntei se era melhor cheque ou cartão. Ela disse que só aceitava dinheiro. Tive que subir no quarto para pegar mais dinheiro, pois não tínhamos tanto dinheiro em espécie conosco ali. A sorte é que tínhamos no quarto.

Ela, bem mal educada, disse que isso estava mencionado no voucher… E pergunta se realmente estava… Não estava!!! Só mencionava que o saldo seria pago no dia, mas não dizia que tinha que ser em “dilmas”. Foi até constrangedor, pois havia outros passageiros na van e parecíamos os “caloteiros”. Como um city tour, na principal cidade turística do Brasil, só pode ser pago em dinheiro?

Organização

É impressionante como as coisas no Brasil normalmente são desorganizadas! Vamos aproveitar e falar de parques temáticos, que é o meu assunto. Um parque no interior de São Paulo possui (ou pelo menos possuía quando fui em 2008) um método fura-fila semelhante àqueles usados em Orlando. Ele é pago.

Primeiramente fiquei uma hora na fila para comprá-lo. Você fica numa fila (enorme) para comprar um fura-fila. No mínimo contraditório! Segundo que a entrada de quem possui fura-fila é pela saída da atração… Então tem gente saindo, você entrando… Tudo naquelas grades apertadas… Parece caminho de formiga… Péssimo!!!

Nessa mesma visita, minha filha então com 2 anos, ficamos na fila de uma atração semelhante às xícaras giratórias. Esperamos, entramos, sentamos na cadeirinha e quando já estávamos acomodados, a responsável pela atração disse que minha filha não poderia ir, pois era muito pequena. Como assim? A atração é para crianças, já ficamos na fila, já sentamos e agora você quer nos tirar daqui alegando que ela não tem idade? Por que me deixou passar por todas essas etapas, então?

Um parque indoor na capital é outro exemplo. Um único funcionário para colocar as crianças no carrinho, colocar os cintos, ligar o brinquedo, desligar, tirar as crianças, chupar cana, assobiar…. Demora uma eternidade!!!

Nesse mesmo parque as filas não possuem grades ou cordas em toda a sua extensão. Só possui algum “controle” quando está perto de entrar. Então a fila se forma “sozinha”, sem direção, sem organização… Com isso, as pessoas guardam lugar para outros que estão brincando em outra atração. De repente 8 pessoas apareceram do nada na nossa frente, porque tinha uma “fofa” guardando lugar para os demais.

Ainda no mesmo parque, carrinhos para até 6 pessoas, saiam com somente duas ou três pessoas dentro. Em Orlando, por exemplo, eles procuram “lotar” o carrinho antes de sair. Se não completa o carrinho, a fila demora ainda mais…

Aliás, se brasileiro gosta tanto de parque temático, por que temos tão poucas opções no Brasil? Por que não temos parques bacanas, estruturados, de qualidade?

Aí partimos para outras opções de entretenimento e vamos ao cinema, por exemplo. A maior rede de cinemas do Brasil também tem problemas sérios de organização. Já testei diversas unidades da mesma rede e a demora no atendimento da bomboniere é lastimável em todas elas! As filas ficam imensas, os funcionários são lentos, demoram em torno de 5 minutos para registrar, cobrar e servir uma pipoca e um refrigerante… Você com criança, bolsa, pipoca, óculos 3D, ingresso, o filme começa, você entra no escuro porque demorou comprando a pipoca… Bem complicado!!!

Outro exemplo é estádio de futebol… Meu marido é corinthiano (vocês já devem ter visto as fotos dele usando camisas do Corinthians). O sonho dele era levar nossa filha ao estádio para assistir a um jogo. Lá fomos nós (eu meio contrariada, é claro) num domingo do ano 2011 para o Estádio do Pacaembú. Jesus!!! Acesso complicado, não tem estacionamento, o metrô é meio longe para uma criança… Não tem ingresso na numerada que seja respeitado. Minha filha quis ir ao banheiro, que dispensa comentários! Sinceramente não pretendo voltar!!!

Alimentação

A culinária do país é extraordinária, mas as opções de alimentação disponíveis por aí em atrações são muito complicadas. Comer nesses dois parques temáticos de São Paulo que eu mencionei anteriormente, por exemplo, é uma tristeza; poucas opções e muito caras.

No estádio também foi problema encontrar algo bom e a preço justo. Fora os vendedores te atropelando durante o jogo… E por que muitos restaurantes não possuem menu kids? Qual a complexidade de ter uns 3 pratos menores com opções para crianças? E quanto custa ter uns lápis de cor e uma folha de sulfite para entreter as crianças durante a refeição?

Muitos restaurantes em cidades como Paris, New York, Orlando… possuem cardápio dedicado aos pequenos e oferecem alguns pequenos brindes que fazem a alegria das crianças.

Menu kids em hotel em Paris

Souvenirs

É óbvio que ninguém vai viajar mais ou menos em função da quantidade de opções de souvenirs disponíveis. Mas que é legal você ir a um lugar que tem uma lojinha bacana com produtos temáticos, isso é… As lojas de museus, zoológicos, aquários, etc ao redor do mundo são de enlouquecer…

É claro que a ideia não é estimular o consumismo, mas ter um livro legal sobre o que foi visto, um jogo sobre o tema, uma camiseta de recordação é sem dúvida algo que faz certa diferença, principalmente quando se tem crianças ou se pretende levar um presente para alguém.

Na nossa última visita ao Museu do Ipiranga, já mencionada aqui, vimos uma placa “Visite nossa lojinha”. Fiquei super animada pensando que teria uns produtos com o tema do museu, quebra-cabeça, livros, réplicas… sei lá! Mas o que tinha? Era somente um balcão no meio de um dos corredores vendendo cadernos, lápis, canetas, apontadores para os estudantes que iam até lá pela escola e algumas gravuras. SÓ!!! Cadê uns jogos com o tema do museu? Cadê um livro infantil falando sobre Dom Pedro? Cadê bonequinhos dos bandeirantes?

Normalmente só se vende itens sem graça, muitas vezes inúteis e caros… No fundo conheço muito pouco do Brasil, justamente por todos os motivos relacionados acima. Muitas vezes desanima viajar pelo Brasil… E eu sei que não tem só coisas ruins. Mas realmente os exemplos negativos são muito maiores que os positivos.

Confesso que escrever esse post nem foi algo agradável. Foi difícil colocar aqui tudo o que não funciona e reconhecer que somos incapazes de evoluir em alguns pontos.

Fico triste em estar aqui usando meu blog como “ferramenta” para manifestar, reclamar ou reivindicar alguma coisa. Gostaria de estar aqui falando do que temos de bom… Gostaria de estar aqui dizendo só coisas boas! Indicando boas atrações, bons parques temáticos, bons museus… Queria estar sentindo orgulho, mas é difícil!

Não podemos ser um país lembrado pelo futebol, pela caipirinha e pelas mulheres semi-nuas. Temos que ser lembrados pela organização, pela estrutura, pelo atendimento… Sei que não será nessa Copa, mas espero ver um dia meu país aos pés de gigantes como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e tantos outros… Pelo menos no turismo!!!

Se nosso país tem clima, paisagens, povo e cultura perfeitos, por que não é dada uma forcinha e feito algo para que o turismo seja um dos maiores geradores de emprego e renda no país? Temos potencial para isso!

Afinal… Queremos viajar pelo Brasil!

Veja o que outros blogueiros, que estão participando da blogagem, falaram sobre o tema:

Adriana Pasello – Diário de Viagem
Claudia Boemmels – Brasileiros mundo afora
Flávia Peixoto – Viajar é tudo de bom
Claudia Rodrigues – Felipe, o pequeno viajante
Thyl Guerra – Viajando com Palavras
Eder Rezende – Quatro Cantos do Mundo
Ana Luiza Fragoso – Oxente Menina
Adelia Lundberg – Paris des Petits
Débora Galizia – Viajando em familia
Márcia Tanikawa – Os Caminhantes Ogrotur
Karen Schubert Reimer – As Aventuras da Ellerim Viajante
Thiago Cesar Busarello – Vida de Turista
Regeane Nicaretta – Dicas da Rege
Debora Godoy Segnini – Gosto e Pronto
Erica Piros Kovacs – Viagem com Gêmeos
Francine Agnoletto – Viagens que Sonhamos
Sut-Mie Guibert – Viajando com Pimpolhos
Ana Cintia Cassab Heilborn – Travel Book Blog
Flávia Maciel – Bebê Pelo Mundo
Claudia Bins – Mosaicos do Sul
Patrícia Tabalipa – Roteiro Baby Floripa
Andrea Almeida Barros – Do RS para o Mundo
Patrícia Papp – Coisas de Mãe
Susana Spotti – Viagem Simplesmente
Andrea e Luciano – Malas e Panelas
Patricia Longo Tayão – Viajar hei

Já conhece os serviços da Andreza?

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12 comentários em “Blogagem Coletiva: “Mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil””

  1. Oi Andreza,
    Como eu já tinha falado, também fiquei com esse post entalado e só consegui desenvolver de última hora, e mesmo assim, tentando dar uma suavizada no meu, e não resolveu muito não…
    Meu sonho, realmente, seria que não tivéssemos vergonha de:
    1º: encontrar brasileiros lá fora e começar a conversar em inglês ou espanhol e fazer de conta que não nos viram (no meu caso, eu me passo por japonesa e o João como espanhol…hehehe)
    2º: ter realmente orgulho de falar: sim, somos brasileiros, com a boca cheia, por termos deficiências sim, mas por ver uma luz no fim do túnel, e sinto que isso ainda vai demorar muuuuito tempo….
    Um grande abraço!!
    Marcia

  2. Banheiros decentes são um ponto nevrálgico para mim. De tanto sofrer nesse sentido, quando viajei aqui no PR com eles ainda pequenos eu fui quase autosuficiente em termos de trocador. Eu tinha o meu próprio, portátil.
    Eu ainda acredito que se houver mudança de fato nesse país, ela começará com a iniciativa privada. Não acredito que temos liderança política com visão suficiente para entender o potencial turístico desse país, até porque eles roubariam parte do investimento de infraestrutura.

  3. Sinceramente, com todos esses problemas, vocês ainda acham que este país tem jeito? Eu não. Todo o conteúdo da postagem me representa. O problema é que, quando comento isso com algumas pessoas, sou criticado. Estou surpreso de não ter nenhum comentário contraditório aqui. Brasil pra mim já deu. Talvez, quem sabe, num futuro bem distante. Parabéns pelo artigo.

  4. Andreza, você tocou em um ponto interessante, no Brasil, quando compramos pela internet ingressos para algumas atrações, que são raras, pagamos taxas! Ou seja, não incentivam a pessoa a comprar com antecedência e se programar!

  5. olá, gostei do post e concordo com tudo que vc colocou, mais onde reclamar e se seremos atendidos, no Brasil é um descaso geral. Olhem ao redor onde qualquer um de nós moramos….

  6. Infelizmente eu desisti de viajar no Brasil, ao menos por hora……Quem sabe um dia eu mude de idéia e volte a viajar por aqui de novo. Pra quem tem criança pequena, viajar passando "sustos" , "medos" e apuros não dá. Todas as vezes que fomos para o Nordeste era algum tipo de chateação. No primeiro dia em Fortaleza andando na orla em frente ao hotel quase fomos assaltados, como viram que percebemos, assaltaram o casal que vinha logo atrás. Em Salvador um tormento só…. em todos os pontos turísticos pra comprar fitinhas, tercinhos e tal. Penduravam no braço da criança e aí já era, mesmo falando que não queríamos. E ainda respondiam com grosserias se não quiséssemos comprar. Preços abusivos em restaurantes, taxis, barraquinha de praia, passeios. E a história sempre se repetiu, de um jeito ou outro. Rio de Janeiro, Natal…e por aí vai. Até que desisti. Com planejamento muitas vezes viajar para o exterior sai o mesmo preço que viajar no Brasil, ou a diferença de valores não é tão alta assim. E mesmo quando é, vale a pena. Claro tomando-se todos os cuidados que sempre temos que ter em viagens para qualquer lugar do mundo, mas ainda me sinto mais segura nos EUA, muitos lugares na Europa e tal……Sem falar nos preços bem melhores muitas vezes, em restaurantes, atrações, aluguel de carro e por aí vai…..Qualquer lugar tem problemas, mas aqui parece que tem mais, não sei….então fica tudo mais difícil por aqui, e mais caro…Cansei……quem sabe um dia volte a me interessar em viajar com a família pelo Brasil. Por enquanto, não mais.

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